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Brasília, March 25, 2026 9:56 PM

CGU apresenta avanços no combate à corrupção e no uso de inteligência artificial em Fórum Global da OCDE, em Paris

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Publicado em: 25/03/2026 12:03

Participação brasileira destaca uso de dados, inovação tecnológica e boas práticas de integridade pública reconhecidas internacionalmente.

Teve início nesta semana, em Paris, o Fórum Global Anticorrupção e Integridade da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um dos principais espaços internacionais de debate sobre prevenção e combate à corrupção. De 23 a 27 de março, o encontro reúne autoridades e especialistas de diversos países para o compartilhamento de experiências e a promoção de boas práticas em integridade pública.

A Controladoria-Geral da União (CGU) participa do encontro com uma delegação de dirigentes do órgão, que apresenta uma série de iniciativas brasileiras voltadas ao fortalecimento da transparência, da integridade e da fiscalização de recursos públicos.

Uso de inteligência artificial e integração de dados no combate à corrupção

A secretária-executiva da CGU, Eveline Brito, participa das discussões voltadas ao uso de tecnologias emergentes na prevenção a fraudes e na proteção de recursos públicos. Nesta terça-feira (24), durante a Sessão sobre Prevenção a Fraudes Digitais: Impulsionando a IA e as Tecnologias Emergentes para Salvaguardar os Fundos Públicos, a secretária destacou o avanço da CGU na estruturação de uma robusta infraestrutura de dados.

Segundo Brito, o órgão consolidou um data lake que reúne informações de praticamente todas as políticas públicas nacionais, incluindo dados de compras, contratos, transferências e benefícios sociais.

“Sabemos que a base fundamental para o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial são dados confiáveis e integrados, e temos direcionado nossos esforços nesse sentido”, afirmou.

Na quarta-feira (25), Eveline também participa da abertura de teunião da Força-Tarefa Antifraude e da sessão Protegendo Recursos Públicos com IA: Ferramentas Práticas e Experiências, quando destacará a importância de uma atuação governamental sistêmica no enfrentamento a fraudes e na defesa dos recursos públicos.

Durante a agenda, a secretária também realizou reuniões bilaterais com representantes da agência anticorrupção da França e com a delegação do Canadá, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento da cooperação internacional.

Reconhecimento internacional das políticas de integridade brasileiras

Secretária de Integridade Pública da CGU, Patrícia Alvares
Secretária de Integridade Pública da CGU, Patrícia Alvares


Na abertura do evento, a secretária de Integridade Pública da CGU, Patrícia Alvares, apresentou a experiência brasileira a um público internacional de especialistas em compliance, destacando o alinhamento das políticas nacionais aos mais elevados padrões internacionais.

Em sua exposição, Patrícia ressaltou que o Brasil tem utilizado dados e relatórios da OCDE para aprimorar continuamente suas estratégias de integridade, tanto no setor público quanto no privado.

Segundo avaliação da própria OCDE, o país se destaca por possuir uma política de integridade pública robusta e por estabelecer diretrizes claras para a implementação de programas de integridade no setor privado, construídas em diálogo com diferentes segmentos empresariais.

Um dos destaques apresentados foi o “Programa de Integridade: Diretrizes para Empresas Privadas”, desenvolvido pela CGU, reconhecido internacionalmente como boa prática por incorporar, além de aspectos de governança, dimensões sociais e ambientais em sua abordagem.

Auditoria orientada a resultados e geração de valor público

O secretário federal de Controle Interno da CGU, Ronald Balbe, apresentou aos participantes um panorama da metodologia de quantificação de benefícios adotada pela instituição, voltada à geração de resultados concretos para a sociedade.

Secretário federal de Controle Interno da CGU, Ronald Balbe
Secretário federal de Controle Interno da CGU, Ronald Balbe

Durante a sua participação, Balbe destacou os impactos da ferramenta Alice (Analisador de Licitações, Contratos e Editais), que somente em 2025 analisou automaticamente cerca de 284 mil processos.A atuação da CGU, por meio de auditorias e recomendações, contribuiu para a redução de gastos superiores a R$ 3 bilhões.

“Isso comprova que a auditoria interna não é apenas um instrumento de controle, mas também uma forma eficiente de salvaguardar o valor público e promover entregas mais efetivas à população”, destacou o secretário.

Saiba mais sobre o Fórum Global.

Fonte: Controladoria-Geral da União