Encontro marca início da construção coletiva do plano regional, reunindo representantes estaduais, sociedade civil e especialistas para discutir ações de economia sustentável, inclusão social e inovação.
O Ministério da Fazenda tem liderado a construção de um novo modelo de desenvolvimento econômico para o Brasil, o Novo Brasil, integrando sustentabilidade, inclusão social e inovação. Em parceria com o Consórcio Nordeste, a pasta deu mais um passo nessa direção. Na quinta-feira (24/7), foi realizada uma oficina com secretários estaduais, especialistas e representantes da sociedade civil da região para territorializar as diretrizes do Plano Nacional de Transformação Ecológica.
O encontro marcou o início da etapa de escutas e construção coletiva do Plano Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE). A proposta busca adaptar a estratégia nacional à realidade socioeconômica dos estados nordestinos. A iniciativa tem como referência além do Novo Brasil, conduzida pela Fazenda, os pilares do programa Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial lançada pelo governo, para impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional nos próximos anos.
Carina Vitral, gerente de Projetos da Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda, destacou que a iniciativa reflete a visão de futuro da política econômica brasileira, focada em reduzir desigualdades regionais e preparar o país para uma economia de baixo carbono. Ela explica que, em linhas gerais, a proposta busca identificar e transformar os desafios sociais e econômicos regionais em oportunidades concretas de desenvolvimento.
“O Ministério da Fazenda, através do Plano de Transformação Ecológica, convida o Brasil a pensar a economia brasileira no presente e no futuro, enfrentando as contradições que trazem a mudança climática, contradições econômicas, sociais e ambientais, desenvolvendo um novo modelo de desenvolvimento que concilie a responsabilidade ambiental, ganhos de produtividade e melhoria da qualidade de vida e econômica do povo brasileiro”, afirmou.
Para Carina Vitral, a articulação regional é fundamental para transformar os desafios climáticos e econômicos em vetores de desenvolvimento. “Neste projeto, do Consórcio do Nordeste embarca no Novo Brasil para territorializar, para assentar, para colocar no território, na realidade da economia do Nordeste para conseguir construir um caminho onde a região se usufrua dessa nova transformação que vai acontecer para uma economia de baixo carbono”, destacou.
A oficina discutiu estratégias para fortalecer cadeias produtivas locais, atrair indústrias inovadoras e gerar empregos qualificados. “Então, que os empregos fiquem no Nordeste, que as indústrias sejam atraídas para o Nordeste, que essa economia verde e sustentável possa fazer do Nordeste um grande polo de desenvolvimento sustentável e inclusivo”, afirmou Carina.
O Ministério da Fazenda, por meio do Plano de Transformação Ecológica, atua para mobilizar investimentos em projetos estratégicos que combinem crescimento econômico, responsabilidade ambiental e justiça social. O PTE-NE é uma das frentes que buscam transformar a região em referência de inovação econômica e sustentabilidade, potencializando recursos naturais, energias renováveis e a riqueza cultural da região.
O plano busca integrar as ações do governo federal às realidades dos estados nordestinos, valorizando o potencial da região na geração de energia limpa e na atração de indústrias que gerem empregos de qualidade. As iniciativas discutidas incluem investimentos em bioeconomia, expansão da matriz renovável e projetos voltados à inclusão social, renda e redução das desigualdades. Mais de 80% da energia eólica e solar do país é produzida no Nordeste.
Com a articulação conduzida pelo Ministério da Fazenda, o Brasil avança para um modelo de desenvolvimento que une inovação, sustentabilidade e justiça social. A oficina do PTE-NE reforça a importância de consolidar diretrizes para apresentação na COP30, em novembro, com o Nordeste assumindo papel estratégico e iniciando um novo ciclo de crescimento econômico com respeito ao meio ambiente.
Fonte: Ministério da Fazenda