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Estoque da dívida pública atinge R$ 3,636 trilhões em março

Publicado em: 27/04/2018 15:04 | Atualizado em: 27/04/2018 15:04

Estoque da dívida pública atinge R$ 3,636 trilhões em março

STN

Custo médio de emissão da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) é o menor da série histórica

Publicado: 27/04/2018 Gustavo Raniere/MF

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) passou de R$ 3,582 trilhões em fevereiro para R$ 3,636 trilhões em março — o que representa aumento, em termos nominais, de 1,51%. A variação deveu-se à emissão líquida, no valor de R$ 23,95 bilhões, e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 30,23 bilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve seu estoque ampliado em 1,47%, ao passar de R$ 3,457 trilhões para R$ 3,507 trilhões, devido à emissão líquida, no valor de R$ 24,11 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 26,76 bilhões.

Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe), houve aumento de 2,64% sobre o apurado em fevereiro, encerrando o mês de março em R$ 128,91 bilhões (US$ 38,78 bilhões).

As informações constam do Relatório Mensal da Dívida Pública Federal, divulgado nesta sexta-feira (27/04) pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Em março 2018, com o índice de 9,75% ao ano, atingiu-se o menor custo médio de emissão da Dívida Pública Federal desde março de 2010, quando foi de 9,60%, conforme destacou a coordenadora de Operações da Dívida Pública, Márcia Tapajós, ao comentar o resultado.

Por sua vez, acrescentou que o custo médio de emissão da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), em 8,8% a.a., é o menor de toda a série histórica, isto é, desde dezembro de 2010, quando o índice passou a ser aferido. O mesmo custo médio de emissão da DPMFi caiu em março pelo décimo oitavo mês consecutivo.

Em março, o Tesouro voltou a atuar no buyback aproveitando a oportunidade causada pelo aumento expressivo da volatilidade no mercado internacional que ocasionou subida nas taxas dos títulos soberanos e, consequentemente, queda nos preços. Assim, foram recomprados, em valor de face, US$ 17,5 milhões do título Global 2037 e US$ 5 milhões do Global 2034.

Por fim, destaca-se no mês de março o recorde alcançado pelo Tesouro Direto de mais de 2 milhões de investidores cadastrados. No programa, as operações de até 5 mil reais são responsáveis por 82% do total; número este que, segundo Tapajós, “isso reforça o papel do programa, que é de fato ser um programa de varejo e atender a um grupo amplo de investidores, e não necessariamente os de maior renda, mas trazer para a pessoa física a alternativa de pode investir em títulos públicos”. 

Emissões e Resgates

Em março, as emissões da DPF corresponderam a R$ 77,64 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 53,69 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 23,95 bilhões, sendo R$ 24,11 bilhões referentes à emissão líquida da DPMFi e R$ 160 milhões referentes ao resgate líquido da DPFe.

As emissões de títulos da DPMFi alcançaram R$ 77,62 bilhões, dos quais R$ 45,37 bilhões (58,45%) em papéis com remuneração prefixada; R$ 7,64 bilhões (9,84%) remunerados por índices de preços e R$ 24,55 bilhões (31,63%) em títulos indexados a taxa flutuante.

Composição

Em relação à composição da DPF, houve redução na participação da DPMFi, que passou de 96,49% no mês de fevereiro para 96,45% em março. Já a participação da DPFe teve a participação ampliada em de 3,51% para 3,55%.

A parcela dos títulos com remuneração prefixada da DPF passou de 34,33% em fevereiro para 35,39% em março. Já a participação dos títulos indexados a índice de preços diminuiu de 29,66% para 29,64%; enquanto a parcela dos títulos remunerados por taxa flutuante passou de 32,38% em fevereiro para 31,29% em março.

Detentores

No mês de março, os Fundos de Investimento lideraram os detentores, com a participação equivalente a 29,21% da DPMFi, seguido do grupo Previdência, com 22,80%. As Instituições financeiras aumentaram o estoque e passaram de R$ 759,23 bilhões para R$ 785,23 bilhões, equivalentes a 22,39% do total.

A participação dos Não residentes na DPMFi diminuiu ligeiramente, passando de 12,39% para 11,84%, enquanto o grupo Governo reduziu a participação relativa, de 4,40% para 4,38%.  O estoque das Seguradoras permaneceu relativamente estável e encerrou o mês de março em R$ 135,14 bilhões.

Vencimentos e prazo médio

O percentual de vencimentos da DPF para os próximos 12 meses apresentou redução, passando de 17,79%, em fevereiro, para 18,07%, em março, dentro do intervalo do PAF.

O volume de títulos da DPMFi a vencer em até 12 meses passou de 18,18%, em fevereiro, para 18,48%, em março. Os títulos prefixados correspondem a 58,32% deste montante, seguidos pelos títulos indexados a taxa flutuante, os quais apresentam participação de 22,25% desse total.

O prazo médio da DPF apresentou redução, passando de 4,27 anos em fevereiro para 4,25 anos em março.

Tesouro Direto

O programa superou a cifra de 2 milhões de investidores cadastrados. As emissões do programa Tesouro Direto em março atingiram R$ 1,125 bilhão, enquanto os resgates corresponderam a R$ 1,225 bilhão, o que resultou em resgate líquido de R$ 99,77 milhões.

O estoque alcançou R$ 47,582 bilhões, o que representa aumento de 0,57% em relação ao mês anterior. O programa concluiu o mês de março com o total de 2.050.454 de investidores cadastrados – o que representa aumento de 55,12% em relação a março de 2017.

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