Ministro da Educação visitou sala de acompanhamento em operação conjunta com o Serpro, que assume pela primeira vez o desenvolvimento e a operação integral do Sisu Aluno.
Com mais de 274 mil vagas e 136 instituições participantes, a edição de 2026 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é considerada pelo Ministério da Educação (MEC) a maior da história. Neste ciclo, o Sisu Aluno passa a ser desenvolvido e operado integralmente pelo Serpro, empresa pública de tecnologia da informação do Governo Federal, em um trabalho conjunto com as equipes técnicas do MEC durante o período de inscrições.
“Hoje, iniciamos essa operação, que começa na verdade com o resultado do Enem, divulgado semana passada. Aqui tivemos uma visão geral da infraestrutura que o Serpro e o Ministério da Educação monitoram, permitindo acompanhar as inscrições em tempo real no Brasil inteiro,
olhando para os cursos mais concorridos, os estados com mais pedidos e fazendo comparativos. Só neste primeiro dia, tivemos mais de 2 milhões de acessos”, afirmou o ministro da Educação Camilo Santana durante visita à Sala de Acompanhamento do Sisu, no Centro de Operações do Serpro.
“Em 2025, o Serpro apoiou o MEC na operação do Sisu, contribuindo para dar estabilidade e suporte em um dos períodos mais críticos do calendário educacional. Em 2026, com o Sisu Aluno desenvolvido e operado integralmente pela empresa, a entrega ganha escala e maturidade: é uma operação construída para garantir previsibilidade, qualidade do serviço e a aplicação consistente das regras do programa, em parceria com o MEC, com impacto direto para milhões de estudantes”, afirmou Ermes Costa, diretor de Negócios, Governos e Mercados do Serpro.
A nova versão do Sisu Aluno reúne melhorias tecnológicas e ajustes de arquitetura voltados à estabilidade e à capacidade de suportar picos de acesso durante as etapas mais sensíveis do processo seletivo. “O desafio é manter estabilidade quando o sistema entra nas fases mais sensíveis, com variações grandes de acesso em curtos períodos. Os testes ajudaram a calibrar a infraestrutura para sustentar resposta consistente durante toda a operação e dar base para evoluções nas próximas edições”, diz Emerson Virti, gerente de uma das áreas do Centro de Dados do Serpro.
As inscrições são gratuitas e acontecem de 19 a 23 de janeiro, exclusivamente pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O resultado da chamada regular será divulgado em 29 de janeiro, conforme informações do MEC.
Transição e evolução do Sisu Aluno
A edição de 2026 marca a primeira operação integral do Sisu Aluno sob responsabilidade do Serpro, em um cenário de maior complexidade do processo seletivo. Neste ano, o sistema passa a considerar até três edições do Enem (2023, 2024 e 2025) na classificação dos candidatos, além do crescimento no número de vagas e de instituições participantes, o que amplia o volume de processamento e os pontos críticos da operação.
“É uma edição mais exigente e que demanda resposta rápida ao longo de todo o período de inscrições. O foco foi preparar o Sisu Aluno para operar com estabilidade e capacidade de reação nas janelas mais sensíveis do processo”, afirma Lucy Tashiro, gerente de negócio do Serpro responsável pela conta do MEC.
Experiência do usuário e regras mais claras
O Sisu 2026 passou por modernização visual e ajustes de usabilidade. O sistema recebeu uma interface alinhada ao Design System do governo federal, com evoluções voltadas à acessibilidade e responsividade. Cerca de 85% dos acessos ao Sisu ocorrem pelo celular, dado que direcionou ajustes para garantir navegação mais estável em telas menores e uma experiência mais consistente ao longo da inscrição.
“O trabalho não foi só de estabilidade. A gente também buscou melhorar a experiência do usuário, com informações mais organizadas sobre modalidades de concorrência e uma leitura mais transparente da distribuição das vagas”, afirma Rivaldo Zambianco, gerente de desenvolvimento do Serpro.
O sistema também recebeu evoluções para reforçar a rastreabilidade do processo seletivo, especialmente nas regras de remanejamento de vagas entre modalidades de concorrência e listas associadas às cotas. “Uma evolução importante foi tornar mais rastreável o remanejamento de vagas entre listas e modalidades. Existem critérios específicos para essa movimentação, e o sistema passou a registrar esse fluxo com mais clareza, o que ajuda as universidades a ter mais informações e garantir a aplicação correta das políticas afirmativas”, completa Zambianco.
Na visita à Sala de Acompanhamento do Sisu, o ministro Camilo Santana destacou a complexidade do processo seletivo e a necessidade de assegurar a aplicação das regras. “A questão da lei de cotas é um processo também complexo para garantir a aplicação correta nas universidades públicas”, afirmou.
Operação assistida: Sala de Acompanhamento MEC/Serpro
Para sustentar a operação durante o período de inscrições, o Serpro iniciou neste domingo, 18, a Sala de Acompanhamento Sisu, estrutura dedicada ao monitoramento do portal e ao acompanhamento dos pontos de controle diários com o Ministério da Educação. A programação inclui janelas críticas de abertura e fechamento do sistema, além de acompanhamento contínuo até o dia 24.
“Com a Sala de Acompanhamento, o Centro de Operações vira o ponto de coordenação da operação do Sisu. É dali que a gente consolida informações de acesso, acompanha o volume de inscrições e articula respostas rápidas, seja para tratar um incidente ou ajustar o ambiente quando necessário”, avalia Maira Cristine Silva, gerente de uma das áreas do Centro de Operações do Serpro. Ela explica que o monitoramento contínuo permite maior velocidade de resposta a qualquer necessidade e também atuação preventiva.
Integração para sustentar a operação
Para o Sisu 2026, o Serpro mobiliza uma estrutura integrada de trabalho para sustentar a operação durante as etapas mais críticas do processo. A atuação reúne diferentes frentes, de monitoramento e suporte até desenvolvimento e infraestrutura, para garantir resposta rápida, alinhamento e continuidade do serviço ao longo do período de inscrições.
“As fases de abertura e fechamento concentram pressão de acesso e exigem uma coordenação muito bem sincronizada. O trabalho é conectar as áreas e manter o fluxo de informação e decisão funcionando, para que o MEC tenha previsibilidade e o candidato consiga concluir o processo com estabilidade”, afirma Wilson Silva, gerente da área de relacionamento com cliente do Serpro.
Fonte: Serpro







