Representantes do Brasil e de países ibero-americanos participam de oficina promovida pelo MGI para discutir a governança da inovação pública no país.
O Ministério da Gestão e de Inovação em Serviços Públicos (MGI), em parceria com Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB), promoveu entre os dias 9 e 11 de março, em Brasília (DF), oficina com o objetivo de discutir subsídios para governança da inovação pública no Brasil.
Participaram do evento representantes de entidades nacionais de referência em inovação, como órgãos e universidades, e representantes de países ibero-americanos com experiências consolidadas no tema, como Uruguai, República Dominicana, Guatemala, Costa Rica e México. Os convidados se reuniram em grupos para debaterem suas experiências e discutirem mecanismos de coordenação, gestão e aprendizagem do ecossistema de inovação pública.
Para o secretário de Gestão e Inovação do MGI, Roberto Pojo, esse intercâmbio é fundamental para fortalecer a reflexão sobre as bases institucionais da inovação no setor público. “Temos trabalhado na perspectiva de olhar para os modelos que a gente importou durante anos, na maioria anglo-saxões, de uma forma muito mais crítica. São modelos montados a partir de uma lógica, de uma cultura, muitas vezes muito diferentes da nossa”, disse.
Convidados Ibero-americanos
A oficina contou ainda com a participação de especialistas e gestores de países ibero-americanos, ampliando o diálogo regional sobre modelos institucionais de inovação pública.
Segundo a diretora de Inovação Governamental do MGI, realizadora do evento, Claudia Martinelli, a oficina foi concebida como um espaço de construção coletiva, reunindo diferentes experiências para refletir sobre como estruturar a governança da inovação no Estado brasileiro. “A oficina buscou colocar em diálogo distintas perspectivas e práticas já existentes no governo e na América Latina. Para que a inovação deixe de ser um conjunto de iniciativas isoladas e passe a constituir uma prática recorrente no setor público, é necessário avançar no desenho de uma infraestrutura institucional que habilite, coordene e incentive a inovação”, afirmou.
Para Martinelli, o ecossistema de inovação pública no Brasil é vasto e dinâmico, com mais de 200 laboratórios e inúmeras iniciativas de inovação distribuídas entre diferentes níveis e esferas de governo. “Esse conjunto de iniciativas mostra a força do movimento, mas também aponta para a necessidade de maior integração, coordenação e geração de sinergias, além de ampliar a cultura de inovação para o restante do setor público”, destacou.
A ideia de trazer representantes de inovação governamental de países com desafios semelhantes ao do Brasil não é só boa para o país, mas também para toda Iberoamérica, segundo o representante da SEGIB, Pablo Pascale. “Incentivar que o Brasil lidere, a partir de sua própria experiência, a construção de uma referencial prático de governança de inovação pública, capaz de fortalecer a capacidade estatal, é muito importante para transformar a inovação em política de Estado. Ao mesmo tempo que essa colaboração projeta um valor que vai além do processo brasileiro, gera aprendizado, ferramentas, e é um marco de referência, com vocação para se tornar inspiração para toda a Iberoamérica, os 22 países da região”.
A SEGIB é o órgão de apoio técnico e administrativo à Conferência Ibero-Americana, reunindo 22 países de língua espanhola e portuguesa, fomentando cooperação em cultura, conhecimento, inclusão social e desenvolvimento sustentável.
Movimento GINGA
O debate sobre a construção de um modelo brasileiro de governança da inovação pública é uma iniciativa da Coordenação-Geral de Inovação e Governança Estratégica (CGINGA), da Diretoria de Inovação Governamental (DINOV) da Secretaria de Gestão e Inovação (SEGES) do MGI. A CGINGA é responsável pelo movimento Ginga, que tem o objetivo de promover a adoção de soluções inovadoras na construção e gestão de políticas públicas. A proposta da coordenação é promover estratégias para enfrentar desafios públicos complexos com adaptabilidade, combinando técnica com a criatividade brasileira.
Para a CGINGA, a inovação deve ser estrutural e não pode ser exceção, nicho ou acaso, deve ser intencional e cotidiana e para sustentá-la, é preciso promover governança, participação social, inclusão e colocar as pessoas no centro do processo inovador.
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos




