Prioridades e objetivos foram apresentados, na quinta-feira (27/3), na capital paulista
Afim de dar continuidade ao diálogo com a sociedade civil, no bojo da presidência brasileira do Brics, a Trilha de Finanças do agrupamento realizou, na quinta-feira (27/3), na cidade de São Paulo, a segunda sessão do “Diálogo Sobre a Presidência Brasileira do Brics com a Sociedade Civil”.
O evento foi organizado pela Subsecretaria de Finanças Internacionais e Cooperação Econômica (SUFIC) da Secretaria de Assuntos Internacionais (SAIN) do Ministério da Fazenda. “Esse evento dá continuidade a uma série de iniciativas de diálogo. Nosso objetivo é apresentar as prioridades e possíveis entregas da presidência brasileira”, explicou a representante da equipe de Participação Social da Trilha de Finanças do Brics, Mariana Davi.
O subsecretário de Finanças Internacionais e Cooperação Econômica, Antonio Freitas, também participou do evento. “O governo Lula tem reconstruído a presença do Brasil no plano internacional. Isso envolve o diálogo com a sociedade civil, uma abertura para falar sobre temas que normalmente são conduzidos de forma mais hermética”, complementou.
Ele ressaltou como os Brics tem em sua própria origem o enfoque em debates econômicos internacionais: “Os Brics tiveram um grande papel nas reformas após a crise financeira pós-2008. Com muito esforço, a partir de 2010, foi possível ampliar um pouco a participação dos países emergentes no FMI e no Banco Mundial. O cenário é mais complexo do que há 15 anos. Nossa proposta para os Brics traz de forma clara o reforço da coordenação entre os países nas instâncias dessas organizações”, resumiu.
O subsecretário de Financiamento ao Desenvolvimento Sustentável (SUFIN/SAIN-MF), Ivan Oliveira, destacou a importância dos Brics para os debates em torno do financiamento climático, um dos temas nos quais o Brasil espera ter avanços significativos: “No BRICS, vamos aproveitar o momento da COP 30 para reforçar a coordenação entre os membros na construção do Roteiro Baku-Bélem. Adicionalmente, para conseguir mobilizar capital privado para a transição, precisamos debater mecanismos de garantias. É um tema fundamental para impulsionar investimentos”, pontuou.
Representando o Banco Central, instituição que coopera com o Ministério da Fazenda na coordenação da Trilha de Finanças, Bianca Kivel destacou a questão ambiental como um dos elementos transversais que estão sendo trabalhados.
Já o chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério das Relações Exteriores, Fabrício Prado ressaltou como o Brasil almeja intensificar a relação com a sociedade civil no Brics para fortalecer o agrupamento: “Nosso maior interesse é ouvir. Queremos ter a percepção da diversidade da sociedade civil em relação a este tema. A participação social voltou a ser uma prioridade do governo federal. O Itamaraty também está comprometido com a participação social na política externa.”, sustentou.
Durante o evento, a diretora de Estudos Internacionais do Ipea, Keiti Gomes, afirmou como o Instituto fará parte da Trilha de Finanças por meio da coordenação do Rede de Think Tanks do Brics para Finanças (BTTNF, na sigla em inglês).
No próximo dia 16 de abril, a coordenação de Trilha de Finanças do Brics realizará um debate virtual sobre Brics e economia global. O evento será transmitido no canal do Youtube do Ministério da Fazenda.
Fonte: Ministério da Fazenda